Eloá
Advogada
Dezesseis
Vinte e três
Quarenta
Eles a possuem
Sentem-se donos
Roubam vidas
Como se elas fossem objetos
E quando elas resolvem escolher
Entre sorrir e chorar
Entre o respeito do corpo
E a força bruta da mão
São surpreendidas
E com selvageria e egoísmo
Eles causam
A dor da morte estúpida
A materna dor do desperdício
Da vida em vão
Que se vai
Por um fio
O fio da navalha
Da fria faca
Acham-se no direito
De dar a sentença de morte.
Plenos de força
Falsos poderosos
Pobres homens
Filhos da perversa impunidade.
Vera Paixão
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