Sou o contrário de tudo que me é pregado.
Questiono,
Transformo sonhos em realidade.
Busco sentido onde não há.
Luto todos os dias
Todas as horas pelo meu espaço
Estudo, trabalho.
Entre reflexos e reflexões
Em grades tolhida a liberdade
De ser a melanina.
E ultrapasso as barreiras, os mistérios,
A falsidade dessa ordinária democracia racial.
E insiste em me dizer que não sou capaz e corajoso.
Pois saiba que mato leões pela minha sobrevivência.
Supero todos os meus limites.
Enfrento de cabeça erguida o seu preconceito racial.
E ainda me diz que não tenho capacidade.
Sou livre.
Questionador.
Transformo.
Sou exemplo de luta.
Minha história é de um povo que resiste.
Persevera até hoje a tal da democracia racial.
Conquisto o que tenho pelo meu esforço
Porque sou mulher, homem, criança
Porque sou eu a negra.
E nega-me a minha história.
Admiro meus heróis antepassados.
E os contemporâneos que buscam quebrar as regras.
Esperança resplandecente de ser a melanina.
Vera Paixão
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